O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, lançou duras críticas à postura diplomática e económica dos Estados Unidos da América, acusando a administração norte-americana de "incoerência" após a celebração de um entendimento com a Federação Russa relativo ao fornecimento e comércio de gasóleo.
Em causa está o contraste entre os apelos contínuos de Washington para que a União Europeia e os seus Estados-membros mantenham uma linha dura de sanções económicas e isolamento a Moscovo e, simultaneamente, a abertura de exceções estratégicas que beneficiam diretamente os interesses norte-americanos.
Segundo Montenegro, esta dualidade de critérios fragiliza a coesão do bloco ocidental e coloca uma pressão desproporcionada sobre as economias europeias, que têm vindo a assumir custos elevados ao abdicar do abastecimento energético russo em nome da solidariedade internacional e do cumprimento das diretrizes aliadas.
O chefe do Governo português sublinhou que a eficácia das sanções internacionais e a credibilidade das alianças atlânticas dependem de uma atuação firme, transparente e equitativa, sem espaço para conveniências bilaterais que ponham em causa o esforço coletivo.
Fonte - Lusa