Figueira da Foz, Coimbra, 10 out 2026 (Lusa) — O Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz acolhe a partir deste sábado o 15.º Congresso Nacional da UGT, uma reunião magna que se realiza quase quatro meses após o chumbo parlamentar da revisão da legislação laboral e que fica assinalada pela sucessão de Lucinda Dâmaso no topo do órgão presidencial da central sindical.
Sob o lema "Juntos por um Futuro mais Justo", a sessão de abertura contará com as intervenções da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, do autarca local Pedro Santana Lopes, da presidente cessante Lucinda Dâmaso e do secretário-geral Mário Mourão.
Um dos momentos fulcrais dos trabalhos será a eleição da presidência, cargo ocupado desde 2013 pela ex-vice-presidente do PSD Lucinda Dâmaso. Cumprindo a tradição de indicação por parte dos Trabalhadores Social Democratas (TSD), a ex-autarca e dirigente do STE, Rosa Sousa, surge como a candidata apontada pela tendência social-democrata, sucedendo à controvérsia gerada em torno do nome de Francisco Pimentel — cujo voto favorável à proposta de lei laboral do Governo no Parlamento motivou forte contestação interna.
Por sua vez, o socialista Mário Mourão prepara-se para ser reconduzido num segundo mandato como secretário-geral da central sindical, num quadrienal (2026-2030) onde a UGT fixa como grande bandeira a valorização salarial e a sustentabilidade da Segurança Social, rejeitando qualquer fratura geracional nas políticas públicas.