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Ventura afirma que se o Primeiro-Ministro “está comprometido” com Luís Neves “não tem autoridade sobre o país”
Líder do Chega intensifica a pressão para a demissão do ministro da Administração Interna e garante que, se fosse Presidente da República, já teria obrigado à sua saída.
Por Redação
Publicado em 24/08/2026 20:55
Nacional
@Lusa

Évora, 24 ago 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, voltou a exigir este sentido de urgência na demissão do ministro da Administração Interna, Luís Neves, lançando duras críticas à inação do Governo e alertando para o risco de perda de legitimidade política por parte do próprio Primeiro-Ministro.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita à sede distrital do partido em Évora — recentemente afetada por um incêndio —, Ventura considerou que a permanência do governante afeta a "decência democrática" e a integridade das instituições. O líder da oposição avisou que, se o chefe do executivo se encontra impotente ou politicamente condicionado para afastar Luís Neves, perde também a autoridade para liderar o país. Ventura relembrou as iniciativas já tomadas pelo Chega, incluindo o pedido de constituição de uma comissão parlamentar de inquérito e a proposta de um voto de exoneração no Parlamento.

As críticas surgem no seguimento das revelações sobre a utilização por parte de Luís Neves de uma viatura desportiva apreendida pela Polícia Judiciária para uso pessoal, situação que o ministro justificou ser do conhecimento legal através de um regime de comodato. Questionado sobre a postura moderada do Presidente da República, António José Seguro, o líder do Chega marcou distâncias, assegurando que, caso ocupasse o Palácio de Belém, já teria exigido a demissão imediata do governante. No mesmo âmbito, Ventura confirmou a apresentação de uma queixa-crime sobre o incêndio na sede de Évora e acusou o Governo de "fogo-de-artifício" no debate relativo à sustentabilidade da Segurança Social.

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