A Lipor encaminhou, durante o primeiro semestre de 2026, mais de 185 mil toneladas de resíduos urbanos para valorização energética, produzindo 81.483 megawatts-hora (MWh) de eletricidade, energia que foi injetada na rede elétrica nacional.
Os resultados dizem respeito aos oito municípios servidos pela associação intermunicipal — Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo — abrangendo cerca de 10% da população portuguesa.
No mesmo período, foram recolhidas 35.219 toneladas de materiais para reciclagem, provenientes da recolha porta-a-porta e dos ecopontos, o que representa um crescimento de 2,8% face ao mesmo período do ano anterior.
Entre os materiais recicláveis, o papel e cartão e as embalagens registaram ligeiros aumentos nas quantidades recolhidas, enquanto o vidro apresentou uma pequena redução. Já na recolha de biorresíduos, os resíduos alimentares mantiveram uma evolução positiva, ao contrário dos resíduos verdes, que registaram um decréscimo.
Apesar dos progressos, a Lipor considera essencial aumentar a participação da população na separação de resíduos, sobretudo no que diz respeito ao vidro, papel, plástico, metal e, em especial, aos biorresíduos, de forma a cumprir as metas ambientais previstas para os próximos anos.
Os dados revelam ainda que a produção global de resíduos nos oito concelhos aumentou 1,9% em comparação com o primeiro semestre de 2025. Ainda assim, apenas 4.357 toneladas tiveram como destino final o aterro, refletindo a aposta contínua em soluções de reciclagem e valorização energética para reduzir o impacto ambiental dos resíduos urbanos.