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Governo confirma que “muitos portugueses” perderam casa e negócio devido aos incêndios em França
Secretário de Estado das Comunidades garante acompanhamento consular na região de Bordéus e afasta necessidade de apoios financeiros diretos.
Por Redação
Publicado em 01/08/2026 18:05
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@Lusa

Vilar Formoso, Guarda, 01 ago 2026 (Lusa) — O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, confirmou este sábado que um número significativo de cidadãos portugueses perdeu habitações e espaços comerciais na sequência dos violentos incêndios que atingiram a região de Bordéus, no sudoeste de França.

À margem de uma ação de sensibilização para emigrantes na fronteira de Vilar Formoso, o governante assegurou que o Governo está a acompanhar em permanência a situação através da rede consular, sublinhando que até ao momento não deu entrada qualquer pedido formal de repatriamento ou assistência de emergência. A ausência de vítimas mortais ou feridos entre a comunidade nacional foi igualmente destacada, tendo as evacuações operadas pelas autoridades francesas decorrido com eficácia.

Emídio Sousa afastou a concessão de ajuda financeira direta por parte do Estado português, justificando que o enquadramento legal francês prevê a obrigatoriedade de seguros habitação e comerciais, garantindo o ressarcimento integral dos prejuízos materiais sofridos pelas famílias atingidas. O apoio nacional focar-se-á na assistência burocrática e no acompanhamento individualizado por parte do consulado-geral junto das seguradoras locais.

O governante salientou ainda que a maioria dos afetados prefere manter-se no país gaulês para focar esforços na reconstrução das suas vidas e património, afastando cenários de regresso forçado a Portugal devido ao sinistro.

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