PORTO — A Área Metropolitana do Porto (AMP) prepara-se para lançar uma ferramenta digital inovadora que vai reunir e localizar, em tempo real, todo o património cultural da região. O projeto nasce a partir de um exaustivo levantamento realizado pelo Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura (POLOBS) da Universidade do Minho, que identificou mais de 7.300 ativos culturais espalhados pelos 17 concelhos metropolitanos.
A iniciativa, recentemente aprovada por unanimidade pelo Conselho Metropolitano, tem como objetivo central transformar este vasto inventário numa plataforma interativa georreferenciada. Mais do que um simples catálogo, a nova ferramenta pretende ser um motor de planeamento estratégico, coesão territorial e cooperação entre os municípios.
Para a liderança da AMP, o mapeamento representa um ponto de viragem na gestão e valorização da identidade local. Segundo os responsáveis metropolitanos, conhecer ao pormenor a oferta e os recursos existentes permitirá tomar decisões políticas mais fundamentadas e reforçar o sentimento de pertença dos cidadãos à região.
Também os autarcas dos vários municípios acolheram a medida com entusiasmo, destacando o impacto positivo que a centralização de informação terá na solidariedade intermunicipal e na promoção da cultura enquanto elemento unificador e dinâmico de todo o território. A plataforma será atualizada de forma contínua, garantindo uma fotografia sempre fiel da vivacidade cultural da Área Metropolitana do Porto.
Fonte - AMP (Área Metropolitana do Porto)