PORTO E GAIA — As cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia têm agora carta-branca para gerir, manter e transformar diretamente as suas frentes ribeirinhas e marítimas. O contrato de transferência de competências foi formalizado no Terminal de Cruzeiros do Leixões entre a APDL e as duas autarquias, num passo que promete pôr fim a décadas de entraves burocráticos e duplicidade de tutelas.
Com esta nova autonomia, as autarquias deixam de estar dependentes de autorizações externas para intervir no território. No Porto, um dos primeiros grandes projetos previstos é a transformação do atual parque de estacionamento da Alfândega numa nova alameda pedonal que ligará a Ribeira ao Ramal da Alfândega, devolvendo essa zona aos cidadãos. Além de novas intervenções urbanísticas, o plano passa por reforçar a iluminação, instalar mais mobiliário urbano e plantar árvores ao longo de toda a costa e margem.
Presente no ato oficial, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou que a proximidade dos municípios garante uma gestão muito mais eficaz destas áreas emblemáticas. O acordo prevê uma partilha de despesas, enquanto a APDL manterá sob a sua alçada apenas as infraestruturas estritamente ligadas à operação portuária e à segurança da navegação.

Esta viragem estratégica promete acelerar a requalificação do espaço público, garantindo que quem vive ou visita as frentes de rio e de mar de ambos os concelhos beneficie de áreas mais cuidadas, modernas e integradas na vida da cidade.