Porto, 24 jul 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, recusou categoricamente que a comissão parlamentar de inquérito focada nos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ) tenha como objetivo enfraquecer a instituição. À margem de um debate sobre economia no Porto, o líder partidário evocou o histórico da sua força política no apoio às forças de segurança e à sua independência institucional.
Paralelamente, Ventura direcionou duras críticas à atuação do Partido Socialista no caso que envolve o ministro da Administração Interna, questionando a ausência de justificações perante os factos tornados públicos.
“E isso levanta-me a suspeita de achar que os partidos em Portugal estão reféns de poderes ocultos. E em Portugal não podem existir poderes ocultos para lá do poder do povo e da democracia”, declarou André Ventura.
A intervenção de André Ventura ficou marcada por avisos sobre a gravidade da documentação recolhida pelo partido e por provocações à estratégia da oposição:
O líder do Chega considerou inaceitável a permanência em funções de responsáveis governamentais associados a episódios de tráfego de estupefacientes sem que sejam dadas explicações céleres à nação.
Remetendo para a futura comissão de inquérito a divulgação de documentos classificados como "muito preocupantes", Ventura sublinhou que a transparência institucional exige a não omissão de ninguém, incluindo o Presidente da República.
O dirigente classificou como "ridícula" a ameaça dos socialistas de criarem uma comissão de inquérito sobre a digitalização dos exames nacionais, deixando um aviso direto: "Quem tem medo, compra um cão. Não está na política."