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Sindicatos exigem meta mais ambiciosa para o salário mínimo nacional até 2027
CGTP e UGT convergem na necessidade de ultrapassar a fasquia dos 970 euros aprovada pelo Governo, alertando para a perda de poder de compra dos trabalhadores.
Por Redação
Publicado em 24/09/2026 09:23
Nacional
Imagem IA

 

As duas principais centrais sindicais portuguesas defendem que a revisão em alta do Salário Mínimo Nacional (SMN) para além do valor fixado para 2027 não só é viável do ponto de vista económico, como é um passo urgente e indispensável para combater a inflação e a estagnação salarial no país.

Apesar de o acordo de rendimentos estipular uma trajetória progressiva que atinge os 970 euros até 2027, tanto a CGTP como a UGT consideram que este patamar fica aquém das reais necessidades dos trabalhadores. Para a CGTP, a trajetória atual reforça a perda de poder de compra num contexto de custo de vida elevado, reiterando que a valorização dos salários é a única via para travar o empobrecimento de quem trabalha. Por seu lado, a UGT sinaliza que as margens do crescimento económico e da produtividade conferem folga suficiente para acelerar este aumento, exigindo que a trajetória negociada seja reavaliada.

A reivindicação sindical volta a colocar pressão sobre o Governo e as confederações patronais na Concertação Social, reabrindo o debate sobre até que ponto o valor de 970 euros em 2027 responde aos desafios socioeconómicos do país ou se deve ser ajustado para um patamar mais expressivo.

Fonte - Lusa

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