Luanda, 24 jul 2026 (Lusa) — O presidente da Assembleia da República portuguesa, José Pedro Aguiar-Branco, congratulou-se esta sexta-feira com a libertação do líder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, sublinhando que o pleno exercício dos direitos políticos é indispensável para a saúde das instituições. Em declarações à imprensa na capital angolana, no encerramento da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP, o responsável português defendeu a urgência do restabelecimento da ordem democrática no país lusófono.
A posição foi igualmente vertida na Declaração Final de Luanda, subscrita pelos parlamentos da comunidade lusófona.
“Espero e faço votos que esta libertação seja plena, definitiva e que se possa fazer o regresso à normalidade democrática na Guiné-Bissau, que é isso que todos desejamos”, declarou Aguiar-Branco.
A saída do dirigente político da prisão preventiva e a sua subsequente viagem para a capital portuguesa marcaram os trabalhos da diplomacia parlamentar:
Chegada a Portugal: O presidente do PAIGC aterrou esta sexta-feira no Aeroporto de Lisboa, revelando a intenção de regressar brevemente a Bissau para prosseguir a sua ação política.
Apoio Humanitário: Aguiar-Branco justificou a receção em solo português com razões estritamente humanitárias, garantindo que o Executivo agiu como devia ao dar guarida a um líder cuja liberdade se encontrava cerceada.
Reintegração Plena: O presidente da Assembleia da República frisou ainda que a normalização das instituições permitirá à Guiné-Bissau retomar plenamente o seu assento nos órgãos da CPLP, fortalecendo a comunidade de países de língua portuguesa.