O Porto prepara-se para receber mais uma edição da sua emblemática Feira do Livro, apresentando este ano uma matriz profundamente ancorada na poesia, na diversidade e no pensamento crítico. Sob o lema inspirado num verso da poetisa Inês Lourenço — “A todas estas riquezas fugidias chamei alma” —, o evento pretende afirmar-se não apenas como um ponto de venda de livros, mas como um palco de debate e reflexão coletiva.
Durante a apresentação do certame, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, destacou o papel determinante da literatura na coesão da comunidade, definindo a feira como um autêntico "porto de encontro" capaz de aproximar os cidadãos e fortalecer a identidade cultural da cidade.
A programação para 2026 reflete um compromisso vincado com a pluralidade e a contemporaneidade. Segundo o vereador Jorge Sobrado, a edição deste ano dá uma visibilidade acrescida às vozes femininas e foca-se nas grandes questões e preocupações do mundo atual. O cartaz inclui debates, concertos, exposições, performances artísticas e iniciativas dedicadas ao público infantojuvenil.
Por sua vez, a responsável pela programação geral, Teresa Coutinho, sublinhou que a ambição do evento passa por garantir um festival inclusivo e aberto, onde a liberdade de expressão seja a prioridade. O objetivo, segundo a organização, é proporcionar aos visitantes um espaço de acolhimento que, simultaneamente, instigue a inquietação e o espírito crítico.
A Feira do Livro do Porto promete, assim, voltar a transformar os espaços verdes da cidade no epicentro da cultura e da palavra escrita durante os próximos dias.
Fonte- Município do Porto