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Assembleia Municipal de Almada vota moção de censura ao executivo de maioria PS
Crise hídrica sem precedentes e racionamento na Costa da Caparica levam oposição a pressionar Inês de Medeiros em reunião extraordinária.
Por Redação
Publicado em 21/07/2026 06:20
Nacional
@Lusa

Almada, Setúbal, 21 jul 2026 (Lusa) — O plenário da Assembleia Municipal de Almada reúne-se de urgência esta terça-feira para discutir e votar uma moção de censura apresentada pela bancada do PSD contra a governação socialista da autarquia. Em causa estão as graves e repetidas interrupções no fornecimento de água pública que têm flagelado o concelho nas últimas semanas.

O texto em debate aponta o dedo à falta de visão e de investimentos estruturais por parte do executivo liderado por Inês de Medeiros. As falhas na rede deixaram milhares de munícipes sem água e geraram impactos severos em setores vitais da economia local, com especial incidência nos estabelecimentos de restauração e hotelaria.

“Não houve planeamento adequado, não se investiu e, por isso, surgiu este problema da falta de água”, justificou o social-democrata Paulo Sabino, líder da concelhia e vereador, sublinhando que a iniciativa serve de "sinal de alarme" à gestão camarária.

A crise hídrica, particularmente crítica na zona da Costa da Caparica, forçou o município a decretar o estado de alerta. As restrições em vigor incluem cortes totais no fornecimento de água durante o período noturno em vários pontos do concelho, além da proibição do uso da rede pública para fins não essenciais ou não domésticos.

Para travar o colapso do sistema — cujas reservas médias desceram a patamares críticos na ordem dos 40% —, a autarquia colocou em funcionamento dois furos extraordinários para injetar mais 120 metros cúbicos de água por hora na rede. Paralelamente, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) intensificaram as inspeções no terreno para combater ruturas e desmantelar ligações ilegais.

Apesar de o resultado do protesto não ter efeitos jurídicos vinculativos sobre a manutenção da equipa liderada por Inês de Medeiros, o debate político promete subir de tom. O executivo do PS governa o município em minoria com apoio da CDU, num elenco autárquico onde PSD e Chega também têm assento.

A sessão extraordinária, convocada a pedido do PSD e respaldada pelo Chega e pela Iniciativa Liberal, está agendada para as 21:00 desta terça-feira, no Fórum Romeu Correia.

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