Lisboa, 20 jul 2026 (Lusa) – A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garantiu esta segunda-feira que a paralisação dos operacionais da Força Especial de Proteção Civil (FEPC) não está a comprometer as operações no terreno. A garantia surge em resposta ao protesto convocado pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), que acusa a tutela de fugir às suas responsabilidades.
A greve de cinco dias ao trabalho extraordinário arrancou esta segunda-feira. Ao início da tarde, a ANEPC emitiu uma nota a assegurar que o dispositivo se mantém a funcionar com total regularidade, sem qualquer quebra na eficácia dos meios. Sobre o diferendo financeiro que motivou o protesto, a entidade pública defendeu-se alegando escassez de competência legal para efetuar liquidações que não estejam devidamente enquadradas pela lei.
A resposta da estrutura sindical não se fez esperar. O SinFAP reagiu vincando que a ausência de sobressaltos no socorro se deve exclusivamente ao cumprimento rigoroso dos serviços mínimos acordados, garantindo que a proteção das populações nunca estará em causa.
"Não é aceitável que a direção da ANEPC beneficie do trabalho prestado e, posteriormente, invoque impedimentos legais para recusar o seu pagamento", criticou a estrutura sindical, questionando o motivo pelo qual a hierarquia autoriza as horas se recusa a pagá-las.
A contestação dos bombeiros da força de elite incide sobre horas extraordinárias em atraso desde o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) do ano passado, além de compensações devidas pela intervenção nas cheias provocadas pela depressão ‘Kristin’. Diante do impasse, o sindicato subiu o tom do protesto e apelou diretamente ao Executivo para que demita em bloco toda a cúpula diretiva da Proteção Civil.