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Exames: Carneiro exige ponderar prolongamento do prazo de candidatura ao Ensino Superior
Líder do PS avança com proposta de choque para adiar exames nacionais e acusa falhas do Governo de criar "desigualdade" e "prejuízo" entre os alunos.
Por Redação
Publicado em 19/07/2026 15:20
Nacional
@Lusa

Lisboa, 19 jul 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PS defendeu este domingo a necessidade imperativa de o Primeiro-Ministro convocar uma reunião de emergência com o Conselho de Reitores. Perante o cenário de forte "instabilidade" no processo de avaliação escolar, o líder socialista preconiza o alargamento dos prazos de acesso à universidade.

Em declarações exclusivas à agência Lusa, José Luís Carneiro foi mais longe e propôs, por motivos de equidade e segurança jurídica, o adiamento da segunda fase dos exames nacionais por um período de "um a dois dias". O objetivo passa por estancar a crise de "imprevisibilidade" gerada pelos atrasos na divulgação e validação das classificações do ensino secundário.

O líder da oposição sublinhou que o Executivo liderado por Luís Montenegro tem de articular soluções urgentes com as universidades para proteger as famílias e garantir a fiabilidade de todo o concurso. Para Carneiro, a falta de dados sobre as notas suspensas e a indefinição nos prazos de recurso estão a gerar uma clivagem inaceitável entre os alunos.

"Aqueles que têm as suas classificações já realizadas devem arrancar com as candidaturas a partir de segunda-feira. Mas é desejável que possa haver um prolongamento do prazo para compensar a desigualdade", sustentou o secretário-geral do PS.

Segundo a visão dos socialistas, o adiamento cirúrgico da segunda fase dos exames vai funcionar como uma "almofada temporal". Esta margem permitirá aos estudantes avaliar as notas com estabilidade e preparar os recursos com dignidade, corrigindo o que apelida de "falhas graves inteiramente atribuíveis ao Ministério da Educação".

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