Figueira da Foz, Coimbra, 18 jan 2026 (Lusa) — O veterano Sting transformou o areal da Figueira da Foz num autêntico templo do rock na noite de sexta-feira, oferecendo uma hora e quarenta minutos de pura cumplicidade musical a uma multidão rendida de 25 mil espectadores.
Mesmo sem o emblemático pôr do sol da cidade — camuflado por nuvens carregadas —, o arranque do espetáculo deu-se em clima de alta voltagem com o clássico "Message in a Bottle". Acompanhado pelo icónico guitarrista Dominic Miller e pelo baterista Chris Maas, o músico britânico comandou o formato "Sting 3.0" com mestria, comunicando sempre num português esforçado que gerou forte empatia com o público vindo de vários pontos do país.
O concerto equilibrou perfeitamente a nostalgia dos The Police e a sofisticação da sua carreira a solo. Momentos como "Englishman In New York" e "Every Little Thing She Does Is Magic" colocaram a plateia a cantar em uníssono, abrindo espaço para uma secção intermédia mais intimista, onde o virtuosismo instrumental brilhou em temas como "Fields of Gold" e "Driven To Tears", elevados por uma qualidade de som impecável.
A reta final foi uma sucessão avassaladora de êxitos. O público saltou ao som de "So Lonely", vibrou com a energia de "Desert Rose" e atingiu o apoteose com o hino "Every Breath You Take". No regresso ao palco para o habitualmente coreografado encore, Sting despediu-se em clima de profunda comunhão com "Roxanne" e a balada humanitária "Fragile", cantada em sussurro sob o céu já iluminado pela lua e por Vénus. O festival despede-se hoje do areal figueirense com a atuação de Lewis Capaldi.