O governo do Reino Unido subiu o tom e apelou formalmente à FIFA para que abra um inquérito contra a seleção da Argentina. Em causa está a exibição de uma faixa com a inscrição “as Malvinas são argentinas” por parte de vários jogadores da Albiceleste, logo após a vitória por 2-1 sobre a Inglaterra, nas meias-finais do Mundial 2026, disputadas na passada quarta-feira, em Atlanta (EUA).
A reação de Downing Street não se fez esperar e assumiu contornos de forte pormenor político. Esta quinta-feira, o porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, recorreu à ironia e à firmeza para responder ao gesto dos atletas argentinos:
"O Mundial de Futebol pode não ser nosso, mas as Ilhas Falkland certamente são."
— Porta-voz de Keir Starmer, utilizando a designação britânica para o arquipélago situado a cerca de 500 quilómetros da costa argentina.
"Totalmente inadequado"
Antes desta declaração, já o ministro dos Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido, Peter Kyle, tinha vindo a público classificar a atitude da comitiva argentina como “totalmente inadequada”, instando a entidade máxima do futebol mundial (FIFA) a avançar de imediato com “uma investigação exaustiva” sobre o incidente.
O episódio reabre feridas diplomáticas históricas entre as duas nações, transportando para o relvado do Mundial 2026 a disputa territorial pela soberania das ilhas, que culminou na Guerra das Malvinas em 1982. Até ao momento, a FIFA ainda não se pronunciou oficialmente sobre a abertura de um eventual processo disciplinar.