O diferendo judicial entre duas das figuras mais marcantes do futebol português conheceu um novo desfecho. O tribunal voltou a absolver Frederico Varandas, presidente do Sporting CP, no processo por crimes contra a honra movido por Jorge Nuno Pinto da Costa, antigo presidente do FC Porto.
A decisão reitera os veredictos anteriores, rejeitando em absoluto as queixas do ex-dirigente azul e branco, que pedia uma condenação criminal e indemnizatória pelas declarações públicas do líder leonino.
O fulcro da discórdia
O processo teve na sua génese um conjunto de afirmações contundentes de Frederico Varandas, que visaram diretamente o legado e a conduta de Pinto da Costa ao longo das últimas décadas no panorama desportivo nacional. Na altura, o ex-presidente portista considerou que as palavras de Varandas ultrapassaram os limites da crítica desportiva, configurando um ataque direto à sua reputação e bom nome.
A decisão do tribunal
Contudo, o entendimento dos magistrados seguiu uma linha diferente da acusação:
Direito à Crítica: A justiça considerou que as declarações de Varandas, embora duras, inserem-se no âmbito do debate público e do direito constitucional à liberdade de expressão.
Contexto Desportivo: O tribunal entendeu que o escrutínio e a crítica azeda fazem parte do ecossistema do futebol, não se verificando dolo ou matéria criminalizável que justificasse uma condenação por difamação ou injúria.
Com esta nova absolvição, Frederico Varandas sai novamente vitorioso desta batalha judicial, fechando mais um capítulo de uma rivalidade que há muito ultrapassou as quatro linhas do relvado.
Fonte- Lusa