O Primeiro-Ministro garantiu que o Governo vai continuar a adotar uma postura audaz e reformista, assumindo a prontidão para correr riscos políticos em prol do desenvolvimento do país. Para o líder do Executivo, o receio do erro não pode servir de desculpa para a imobilização ou para o adiamento de decisões cruciais para os portugueses.
Num discurso focado na necessidade de transformação e dinamismo, o governante sublinhou que prefere avançar com determinação e corrigir a rota sempre que necessário, em vez de manter o país numa lógica de gestão passiva. "Prefiro arriscar do que ficar parado", sinalizou, admitindo com naturalidade que, num percurso de mudança, é perfeitamente normal que "aqui ou ali" os resultados fiques aquém das expectativas iniciais.
Esta postura de "audácia controlada" surge num momento em que o Executivo tenta acelerar reformas estruturais em áreas prioritárias, como a economia, a saúde e a habitação. O Primeiro-Ministro insistiu que governar exige coragem para tomar decisões difíceis, rejeitando o imobilismo que, a seu ver, marcou o panorama político recente.
Embora o tom destemido procure transmitir confiança ao eleitorado e ao tecido empresarial, a oposição já começou a reagir com cautela. Diversos quadrantes políticos alertam que a governação exige planeamento rigoroso e que "arriscar" com os dinheiros públicos e com o funcionamento dos serviços do Estado requer um nível acrescido de responsabilidade para evitar impactos negativos na vida dos cidadãos.
Fonte - Lusa