A Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou, entre 1 de janeiro e 15 de junho de 2026, um total de 4.187 infrações em veículos que circulavam nas estradas portuguesas com pneus fora das normas legais exigidas. A estatística revela um desafio persistente na segurança rodoviária do país, especialmente numa altura em que se iniciam as deslocações em massa para as férias de verão.
O balanço divulgado pela força de segurança realça que os problemas com pneus continuam a ser um fator crítico na sinistralidade. No ano anterior de 2025, foram contabilizadas 8.557 infrações associadas a pneumáticos e registaram-se 889 viaturas acidentadas que apresentavam deficiências neste componente essencial. No período homólogo deste ano, o número de veículos acidentados com pneus degradados ou fora das normas já atingiu os 576, evidenciando a urgência do alerta policial.
Os pneus constituem o único ponto de contacto entre o veículo e a estrada, determinando a estabilidade, aderência e a capacidade de travagem do automóvel. A utilização de componentes em mau estado, especialmente em trajetos longos e sob temperaturas elevadas, pode originar rebentamentos repentinos, falhas de tração e a perda total de controlo do veículo.
Com a chegada da época estival, a GNR recorda que a combinação entre o sobreaquecimento do asfalto e a sobrecarga típica das bagagens de férias cria condições severas para a borracha. O perigo de desgaste excessivo, pressões inadequadas ou o envelhecimento natural do material multiplicam o risco de sinistros graves em vias rápidas e autoestradas.
A fim de minorar estes riscos, as autoridades recomendam vivamente que, antes de cada viagem, os condutores meçam a pressão dos pneus (sempre a frio e ajustando-a à carga transportada), verifiquem o relevo do piso e avaliem visualmente a existência de cortes ou deformações na estrutura exterior. A segurança das famílias na estrada depende, em grande medida, destes pequenos gestos de manutenção preventiva.
Fonte - Lusa