Lisboa, jul 2026 (Lusa) — O Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu-se esta segunda-feira no Palácio de Belém e viabilizou, de forma unânime, várias alterações ao posicionamento das forças militares portuguesas no estrangeiro, incluindo o aval para o que poderá ser uma nova e misteriosa missão multinacional.
De acordo com a nota partilhada pela Presidência da República no seu portal oficial, o encontro serviu para debater questões de segurança do Estado e das Forças Armadas. Esta foi apenas a segunda reunião de trabalho conduzida sob o mandato do atual Chefe de Estado, António José Seguro.
Durante a sessão ordinária, os conselheiros debruçaram-se sobre a atual conjuntura geopolítica global e analisaram as conclusões retiradas da Cimeira da NATO, que decorreu na semana transata em Ancara, na Turquia. Adicionalmente, o Conselho avaliou e respondeu a uma consulta jurídica solicitada pela Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República.
No plano operacional das Forças Armadas, o órgão deu luz verde por consenso absoluto aos reajustes propostos para a "Iniciativa Mar Aberto" e para o contingente português de formação militar em São Tomé e Príncipe. A grande surpresa do encontro acabou por ser o parecer favorável concedido à integração de Portugal numa nova missão militar de cariz multinacional, cujos contornos e localização geográfica não foram, para já, revelados.
Antes de encerrar a sessão, o Conselho Superior de Defesa Nacional deliberou ainda um voto de louvor dirigido às Forças Armadas, elogiando o seu contributo contínuo na sociedade civil e o prestígio que garantem ao país além-fronteiras.