Cidade do Panamá, 14 jul 2026 (Lusa) — A justiça panamiana aplicou esta segunda-feira uma pena de 48 anos de prisão a dois homens pelo homicídio e roubo de uma turista espanhola de 30 anos. O crime, que remonta a julho de 2024, chocou a opinião pública tanto no Panamá como em Espanha.
O Ministério Público do Panamá detalhou, em comunicado, que a moldura penal aplicada a cada um dos arguidos divide-se em 30 anos de cadeia pelo crime de femicídio e outros 18 anos por roubo agravado. A condenação surge após o tribunal de julgamento deliberar de forma unânime, sustentando-se em mais de meia centena de provas apresentadas pela acusação, incluindo exames periciais, documentos e testemunhos.
A vítima, Eneritz Argintxona Fraile, natural de Biscaia, no País Basco, encontrava-se a viajar pela América Central quando decidiu visitar o arquipélago de Bocas del Toro, um dos destinos turísticos mais cobiçados do Panamá. De acordo com as investigações, a jovem foi violentamente agredida pelos dois homens com o único propósito de lhe subtraírem os bens pessoais, agressão essa que acabou por se revelar fatal.
O corpo da cidadã espanhola foi descoberto a 26 de julho de 2024, na ilha de Carenero, três dias após ter sido vista pela última vez. O avançado estado de decomposição obrigou as autoridades a recorrerem a testes de ADN, com apoio de amostras genéticas da família, para confirmar a identidade de Eneritz. A autópsia revelou mais tarde que a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico severo causado pelas agressões.
O desfecho deste caso surge quase dois anos depois do início de uma complexa investigação internacional. O primeiro suspeito, um homem de 39 anos conhecido como "Leche", foi detido em agosto de 2024, abrindo caminho para a captura do segundo cúmplice e para o julgamento que agora culminou na pena máxima aplicada pelo tribunal panamiano.