O Estreito de Ormuz, uma das artérias marítimas mais vitais para o comércio global de energia, está a registar um nível de tráfego invulgarmente baixo, próximo do zero. A paralisia nesta rota estratégica, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial, gerou uma onda imediata de choque no mercado das commodities (produtos brutos negociados globalmente), empurrando o preço do crude para valores mais elevados devido ao receio de falhas graves no abastecimento.
Apesar do forte impacto no setor energético, as principais praças financeiras europeias demonstraram uma postura de cautela e fecharam a sessão num terreno misto. Enquanto alguns índices conseguiram recuperar terreno graças ao desempenho das empresas petrolíferas e de energia, outros cederam à pressão e à incerteza dos investidores institucionais face ao escalar da instabilidade geopolítica no Médio Oriente.
Especialistas alertam que o prolongamento deste bloqueio informal ou da ausência de navios na região poderá forçar rotas alternativas mais longas e dispendiosas, o que acabará por encarecer os custos de transporte de mercadorias à escala global. Para já, o sentimento que domina o ecossistema financeiro europeu é de forte vigilância, aguardando-se os próximos desenvolvimentos diplomáticos e operacionais na região.
Fonte - LUSA