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CPLP/30 anos: PR de Moçambique exige comunidade de solidariedade
Daniel Chapo defende que o bloco lusófono tem de ir muito além do comércio e da economia, apelando a um espírito de entreajuda onde "cada país precisa do outro".
Por Redação
Publicado em 13/07/2026 06:20
International
@Lusa

Maputo, 13 jul 2026 (Lusa) — O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve evoluir para se tornar uma autêntica "comunidade de solidariedade". Numa declaração à agência Lusa a propósito do 30.º aniversário da organização, o chefe de Estado sublinhou que a entreajuda é a chave para fortalecer a coesão interna e impulsionar o crescimento de todos os membros.

Embora reconheça o potencial da CPLP enquanto "mercado extraordinário", Daniel Chapo frisou que a consolidação das parcerias económicas e comerciais não basta. Para o líder moçambicano, os Estados-membros precisam de aprofundar o próprio conceito de comunidade, assentando-o na premissa de que o progresso coletivo depende da capacidade de perceber que todas as nações se complementam e necessitam umas das outras.

"Cooperação sim, mas a solidariedade é extremamente importante. Perceber que todos nós, cada um precisa do outro", reforçou o Presidente, destacando que os laços de fraternidade que unem o espaço lusófono devem traduzir-se em ações de apoio mútuo. Segundo a sua visão, este reforço solidário será o verdadeiro motor para gerar o desenvolvimento económico e social de que os cidadãos da comunidade tanto necessitam.

Fundada oficialmente em Lisboa a 17 de julho de 1996, a CPLP teve como membros criadores Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Ao longo das últimas três décadas, o bloco geográfico e cultural expandiu-se com a integração de Timor-Leste, em 2002, e da Guiné Equatorial, em 2014.

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