As taxas Euribor apresentaram uma tendência mista na última sessão, com o prazo a três meses a inverter o rumo recente e a fixar-se num novo valor máximo desde março de 2025. Em contrapartida, os prazos mais longos — a seis e a doze meses — deram algum alívio aos consumidores ao registarem quedas nas suas respetivas médias.
Esta divergência reflete a atual volatilidade e as expectativas do mercado financeiro em relação aos próximos passos da política monetária europeia. A taxa a três meses, frequentemente utilizada como indicador de liquidez a muito curto prazo, acabou por contrariar a rota de descida que se fazia sentir nos contratos de maior duração.
Para as famílias com créditos à habitação indexados à Euribor, o impacto destas oscilações irá depender diretamente do mês de revisão do contrato e do prazo associado ao empréstimo. Enquanto os contratos associados à maturidade mais curta poderão sofrer uma ligeira pressão ascendente, as revisões baseadas nos prazos a seis e doze meses deverão continuar a beneficiar da tendência decrescente que se tem verificado no médio prazo.
Fonte- Lusa