Portalegre, 13 jul 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PS lançou este domingo duras críticas à gestão do Governo na área do Ensino Superior. Durante o encerramento do congresso da Federação Distrital de Portalegre do PS, José Luís Carneiro afirmou que o primeiro-ministro "falhou numa área onde não podia falhar" e lamentou a falta de seriedade na resposta à crise da avaliação dos estudantes.
O líder socialista considerou incompreensível que, perante a instabilidade vivida pelas famílias devido aos atrasos nas notas dos exames nacionais, Luís Montenegro não tenha feito uma comunicação oficial acompanhado pela equipa do Ministério da Educação. Em vez disso, criticou Carneiro, o chefe do Executivo surgiu num festival de música a fazer "declarações levianas" sobre o tema. O secretário-geral acusou ainda o Executivo de provocar o "caos" no setor ao avançar com o desmantelamento de serviços vitais, como a Direção-Geral de Educação.
Ao longo de uma intervenção de mais de meia hora, a contestação estendeu-se a outros pilares da governação. Na Saúde, Carneiro recordou a promessa eleitoral de garantir médicos de família para todos os portugueses até ao final de 2025 e a redução das listas de espera. "O que acontece hoje é que temos 1,6 milhões de portugueses sem médico de família e as listas de espera para cirurgias, incluindo as oncológicas, aumentaram", denunciou, apontando também falhas graves nas políticas de Habitação e na Economia.
A fechar o discurso, José Luís Carneiro sublinhou a postura construtiva do PS, lamentando que o Governo de Luís Montenegro se tenha recusado sistematicamente a negociar as soluções propostas pelos socialistas para dossiers estratégicos, como a crise da habitação, a localização do novo aeroporto de Lisboa ou o futuro da TAP. O líder do PS avisou que a responsabilidade política é exclusiva da direita, assegurando que o seu partido "apresentou sempre uma alternativa" concreta a cada crítica que fez.