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BE sustenta que Fernando Alexandre “não tem condições” para continuar ministro
José Manuel Pureza acusa a direita de lançar o caos no ensino devido a um "deslumbramento pacóvio" com o digital e exige comissão de inquérito aos exames.
Por Redação
Publicado em 12/07/2026 13:10
Nacional
@Lusa

Lisboa, jul 2026 (Lusa) — O Bloco de Esquerda (BE) subiu o tom das críticas ao Executivo e declarou que o atual ministro da Educação perdeu toda a legitimidade política para se manter no cargo. A posição foi transmitida este sábado pelo coordenador bloquista, José Manuel Pureza, no final da reunião da Mesa Nacional do partido.

Para o líder do BE, o atual panorama de falhas na correção dos exames nacionais é o resultado direto de uma estratégia política deliberada da direita, que acusou de "lançar o caos" nos serviços públicos para depois justificar medidas de privatização. Pureza foi severo nas palavras, ligando o colapso do processo de avaliação a um "deslumbramento muito pacóvio relativamente à digitalização" promovido por Fernando Alexandre.

Face à gravidade da situação, o Bloco mostrou-se muito confiante na aprovação da comissão parlamentar de inquérito que já propôs na Assembleia da República. O objetivo é escrutinar detalhadamente as falhas informáticas e logísticas que afetaram milhares de professores e alunos, com Pureza a sublinhar que espera que o governante seja ouvido pelos deputados já na condição de "ex-ministro".

O coordenador do BE reagiu também ao anúncio do pagamento de horas extra aos professores que trabalharam este fim de semana, feito pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho. José Manuel Pureza criticou o facto de o anúncio ter sido feito por um dirigente partidário e rejeitou categoricamente a ideia de que a medida seja um ato de "generosidade" ou de "reconhecimento" por parte do Governo. Para o líder bloquista, trata-se de um direito laboral básico: se há trabalho suplementar forçado, o pagamento é apenas o cumprimento estrito da lei.

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