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Jorge Pinto avisa que pagar horas extra a professores é apenas cumprir a lei
Candidato à liderança do Livre critica Ministro da Educação pela "trapalhada" nos exames nacionais e garante que o partido está pronto para eleições antecipadas.
Por Redação
Publicado em 12/07/2026 12:32
Nacional
@Lusa

Sintra, Lisboa, 12 jul 2026 (Lusa) — O candidato a co-porta-voz do Livre, Jorge Pinto, criticou duramente este domingo o Governo a propósito do anúncio de que os professores vão receber horas extraordinárias pelo trabalho de correção dos exames nacionais. Para o dirigente, a medida não passa de uma obrigação legal e não de um bónus ou favor aos docentes.

À entrada para o encerramento do 17.º Congresso do Livre, em Sintra, Jorge Pinto reagiu ao anúncio feito no sábado por Sebastião Bugalho, porta-voz do PSD, que justificou o pagamento como um "reconhecimento pelo esforço" dos professores. "Dizer que se vai pagar horas extra a quem faz horas extra... Isso é o que a lei obriga, portanto não pareceu haver ali propriamente um anúncio muito novo", atirou o candidato, acrescentando que se os docentes trabalham ao sábado, a remuneração é um direito.

O político centrou as suas críticas no Ministro da Educação, Fernando Alexandre, acusando-o de fugir às responsabilidades do caos gerado no processo de avaliação externa. "Se vão receber horas extra por uma trapalhada que o próprio Governo criou, deveria ser o Ministro da Educação a assumir a responsabilidade", lamentou, sublinhando que a falta de liderança do ministro não está à altura do que os portugueses e os futuros universitários merecem.

Questionado sobre a ambição de levar o Livre ao poder num panorama político nacional inclinado à direita, Jorge Pinto — que concorre à liderança em dupla com Isabel Mendes Lopes — assegurou que governar não é apenas viável, mas "desejável a breve trecho". O candidato apontou o crescimento do Livre, que classificou como "o principal partido à esquerda", como prova de que os cidadãos procuram alternativas face aos "falhanços" do executivo da AD.

Num olhar sobre o xadrez político, Jorge Pinto desvalorizou a extrema-direita, afirmando que "nem entre si se entende", criticou a ala ultraliberal e apontou o dedo a um "PS que continua à procura de si próprio". Em contrapartida, apresentou o Livre como a única força que sabe fazer oposição firme e revelou que o partido estará preparado para qualquer cenário, incluindo legislativas antecipadas. A fechar, prometeu que a nova direção será "muito exigente" tanto com o Partido Socialista como com o Presidente da República, António José Seguro.

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