Loulé, Faro, 09 jul 2026 (Lusa) — A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reafirmou esta quarta-feira que a criação e afixação de mapas informativos nas praias é a melhor solução para acabar com os conflitos em torno da ocupação do areal e da montagem de chapéus-de-sol junto às zonas reservadas.
A governante abordou o tema no Algarve, à margem da inauguração da nova Estação de Água para Reutilização (ApR) de Vilamoura, no concelho de Loulé, após ser confrontada com as recentes picardias entre banhistas e concessionários que têm marcado o início da época balnear na região. Maria da Graça Carvalho fez questão de clarificar que o desenho destes mapas partiu de uma recomendação pessoal e não de uma imposição jurídica.
"O mapa foi uma recomendação minha, não está na lei", enfatizou, revelando que pôs a ideia em cima da mesa durante uma conferência com os presidentes das câmaras dos municípios algarvios mais afetados por estes episódios. Segundo a ministra, os autarcas mostraram total abertura e flexibilidade para colocar a medida em prática no terreno de forma célere. "Eu acho que [os mapas informativos] resolvem muito", defendeu.
A titular da pasta do Ambiente justificou a opção pelos mapas em detrimento de uma barreira ou sinalização física na praia, argumentando que delimitar o espaço na areia seria uma dor de cabeça logística e visual. "É difícil a sinalética (…), porque também precisa de pôr a sinalética na distância até ao mar, para saber até onde é que vai, se vai até ao mar a zona restrita ou não", detalhou aos jornalistas.
Por esse motivo, Maria da Graça Carvalho considera que um esquema gráfico simples à entrada das praias resolve as dúvidas de forma imediata e transparente. "A melhor maneira é ter mesmo um mapazinho a dizer 'aqui é a concessão, aqui é a zona que não é nada, que fica completamente livre, e ali é a zona dos chapéus'", sugeriu. A ministra concluiu realçando que o documento funcionará como um guia pacificador, servindo de ferramenta de apoio tanto para os cidadãos gerirem as suas expectativas como para a Autoridade Marítima Nacional realizar as ações de fiscalização.