MENU
Portugal expede hoje toneladas de ajuda humanitária e operacionais regressam – MNE
Dois aviões da Força Aérea partem para Caracas com bens essenciais e ambulâncias, assinalando a transição da missão de resgate para a assistência humanitária.
Por Redação
Publicado em 07/07/2026 13:05
International
@Lusa

Lisboa, 07 jul 2026 (Lusa) — O Estado português envia esta terça-feira para Caracas uma vaga de toneladas de bens de assistência humanitária, ferramentas de salvamento e duas viaturas médicas equipadas. O envio coincide com o encerramento da primeira etapa da missão no terreno, estando já agendado o regresso dos operacionais nacionais destacados após os sismos de 24 de junho, informou o Executivo.

De acordo com a nota oficial emitida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), duas aeronaves da Força Aérea Portuguesa têm descolagem prevista de Lisboa para o início da tarde. A carga totaliza 12 toneladas de artigos de higiene pessoal, estruturas de abrigo, material de conforto e saneamento básico. A bordo seguem também 1,5 toneladas de ferramentas mecânicas fornecidas pela Marinha Portuguesa para auxiliar na limpeza e remoção de destroços, além de donativos da Cruz Vermelha que incluem duas ambulâncias prontas a funcionar como postos de saúde móveis.

Esta operação logística, coordenada através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, tem chegada prevista ao território venezuelano durante o dia de quarta-feira. Na viagem de regresso a solo luso, os aviões militares trarão de volta os elementos que integraram a Força Operacional Nacional Conjunta (FOCON), mobilizados de urgência na fase inicial da catástrofe para liderar as buscas e os cuidados médicos prioritários.

"A resposta à emergência na Venezuela entra agora numa nova fase, de intervenção humanitária", esclarece o MNE no mesmo comunicado. A atualização do impacto trágico dos abalos de terra aponta agora para pelo menos 3.535 vítimas mortais e mais de 16 mil feridos. Entre os óbitos confirmados pelas equipas consulares registam-se 96 cidadãos de nacionalidade portuguesa ou lusodescendentes, permanecendo ainda cerca de 60 compatriotas sem paradeiro conhecido.

Comentários