Arlington, Estados Unidos, 07 jul 2026 (Lusa) — Cristiano Ronaldo assegurou esta segunda-feira que vai ponderar com calma os próximos passos na Seleção Nacional, rejeitando tomar qualquer posição imediata sob o efeito da frustração provocada pela derrota frente à Espanha (1-0), que ditou o afastamento de Portugal nos oitavos de final do Mundial 2026.
À conversa com a comunicação social em Arlington, no rescaldo da partida, o camisola 7 relativizou a importância do seu percurso individual neste momento, preferindo enaltecer a honra que sentiu ao longo do trajeto. "Foram 23 anos a representar a seleção com muito prazer, muito gosto", sublinhou, acrescentando que não pretende "tirar a atenção daquilo que foi feito no Mundial com uma decisão pessoal." No balanço da prova, Ronaldo assumiu que Portugal poderia ter ido mais longe, mas destacou que a eliminação surgiu aos pés de um candidato forte e devido a uma nesga de azar nos cinco minutos finais. O avançado garantiu, contudo, sair "de consciência tranquila".
Visivelmente emocionado e confrontado com o choro vertido no relvado após o apito final, o capitão desmistificou o momento, explicando que as lágrimas espelharam a dor de abandonar um torneio de elite numa fase em que sentia que o grupo "estava a crescer". Numa nota de retrospetiva, Ronaldo defendeu ainda a relevância das suas conquistas, notando que o Campeonato da Europa que venceu na carreira mantém um peso histórico equivalente ao de um Mundial.
O jogo marcou também a despedida oficial de Roberto Martínez do comando técnico da equipa das "quinas". Cristiano Ronaldo fez questão de tecer rasgados elogios ao selecionador cessante, valorizando a conquista da Liga das Nações sob a sua liderança. "Adorei trabalhar com ele, é um grande ser humano, um grande treinador", confessou, lamentando que parte do público não dê o devido valor ao palmarés recente de Portugal, que nos últimos anos somou três troféus internacionais ao seu historial.