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Incêndios: Fogo de Vouzela está controlado, mas há risco de reacendimentos — bombeiros
Chamas que alastraram por vários concelhos dão tréguas aos mais de mil operacionais, mas as temperaturas elevadas mantêm o perímetro sob vigilância apertada contra novos focos.
Por Redação
Publicado em 05/07/2026 14:49
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@Lusa

Vouzela, Viseu, 05 jul 2026 (Lusa) — O violento incêndio rural que lavrava desde a madrugada de quinta-feira no concelho de Vouzela foi dado como controlado às 12:40 de hoje. Apesar de o cenário se apresentar agora consideravelmente mais favorável, as equipas de socorro alertam para a existência de um risco elevado de o fogo readquirir força.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima, o sinistro teve início na localidade de Tourelhe (freguesia de Cambra) e estendeu-se progressivamente aos municípios vizinhos de Oliveira de Frades e Tondela, no distrito de Viseu, bem como ao concelho de Águeda, no distrito de Aveiro. O responsável operacional sublinhou que a conjuntura exige cautela, uma vez que as horas mais quentes do dia tendem a potenciar o aparecimento de novos focos ao longo de toda a área afetada, obrigando a intervenções rápidas para evitar desmandos. Uma visão partilhada pelo autarca local, Carlos Oliveira, que manifestou alívio com a evolução dos trabalhos, mas assumiu preocupação face à presença de múltiplos "pontos quentes" distribuídos por uma extensão de vários quilómetros.

De acordo com a plataforma oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o combate mobilizava, ao início da tarde, um contingente massivo de 1.183 operacionais, amparados por 394 viaturas de apoio e 11 aeronaves.

O balanço provisório desta vaga de fogos aponta para dois feridos com gravidade: um cidadão de 55 anos que sofreu queimaduras graves ao tentar travar o avanço das chamas e um jovem de 34 anos que foi vítima de um traumatismo craniano após cair de um veículo civil de transporte de água. Registam-se ainda três feridos ligeiros, entre os quais dois bombeiros afetados pela inalação de fumo e um civil assistido em Águeda devido a queimaduras. No plano dos danos materiais, o incêndio provocou na passada sexta-feira a destruição total de uma unidade fabril em Vouzela dedicada à produção de componentes de madeira e biomassa energética.

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