Viana do Castelo, 04 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Defesa Nacional revelou este sábado que a Força Aérea Portuguesa está, pela primeira vez na sua história, a participar diretamente no combate aos incêndios florestais com duas aeronaves. Segundo Nuno Melo, a operação envolve meios aéreos dedicados ao combate direto e à deteção precoce de fogos.
O governante explicou que a entrada em ação destes dois helicópteros — incluindo um Black Hawk baseado em Vila Real — cumpre uma resolução planeada, sublinhando que o processo exige tempo para treino de pilotos, logística e adaptação de infraestruturas. Além disso, aviões P3 Orion e C295 estão a dar apoio na vigilância aérea e sinalização de focos iniciais.
Quanto ao futuro do combate aos fogos, o ministro anunciou que os novos aviões bombardeiros Canadair chegam entre 2029 e 2030. Nuno Melo avançou ainda que Portugal vai readquirir uma capacidade perdida no passado: a partir de 2027, os aviões cargueiros C130 vão utilizar "kits" de combate a incêndios que estão a ser fabricados nos Estados Unidos.
A nível global, a tutela está a ultimar o programa SAFE, que prevê um investimento transversal de 5,8 mil milhões de euros em Defesa, englobando satélites, fragatas, sistemas de artilharia e drones. Nuno Melo destacou o papel de liderança da Força Aérea na Constelação de Satélites do Atlântico — elogiada pela Comissão Europeia —, bem como a recente compra das aeronaves Super Tucano e o reforço da frota com mais um avião cargueiro KC-390.