Lisboa, 03 jul 2026 (Lusa) – O balanço de cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida na sequência dos sismos de 24 de junho na Venezuela escalou para 89, informou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). De acordo com a atualização das autoridades diplomáticas, permanecem ainda 60 pessoas dadas como desaparecidas. Entre as vítimas mortais registadas na comunidade — onde 77 detinham dupla cidadania —, contam-se 17 crianças e 72 adultos.
A nível global, a tragédia em solo venezuelano já provocou 2.295 mortes e mais de 12.400 feridos, dados que levaram a Presidente interina do país, Delcy Rodríguez, a decretar uma semana de luto nacional. Em memória das vítimas e solidariedade com a comunidade afetada, também Portugal cumprirá um dia de luto nacional no próximo domingo.
Face à dimensão do desastre provocado pelo duplo abalo (de magnitudes 7.2 e 7.5), o Governo português está a ultimar uma grande operação de assistência humanitária que se juntará aos socorristas que já operam no terreno. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, detalhou que dois aviões da Força Aérea Portuguesa estão prontos para descolar rumo à Venezuela até à próxima terça-feira.
O carregamento humanitário inclui duas ambulâncias totalmente equipadas, seis toneladas de fármacos e 15 toneladas de bens de higiene e saneamento. Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, esta ajuda destina-se a dar suporte de curto e médio prazo numa fase em que a resposta à catástrofe passa do socorro imediato para a consolidação da assistência médica e logística aos sobreviventes nas zonas mais afetadas, como Caracas e La Guaira.