KIEV – Numa das jornadas mais negras desde o eclodir da guerra, a cidade de Kiev foi alvo de uma forte ofensiva aérea por parte das forças russas, resultando na morte de, pelo menos, 30 pessoas e deixando dezenas de feridos em estado grave. O ataque, descrito pelas autoridades locais como o mais violento e destrutivo contra a capital ucraniana desde os primeiros meses da invasão em 2022, gerou uma vaga de pânico e destruição em vários bairros da cidade.
De acordo com fontes militares e equipas de socorro que se encontram no terreno, a Rússia utilizou uma combinação de mísseis de cruzeiro e drones de alta precisão. Embora os sistemas de defesa aérea ucranianos tenham conseguido intercetar uma parte significativa dos projéteis, vários engenhos conseguiram romper a barreira defensiva, atingindo diretamente edifícios residenciais, instalações de energia e áreas civis densamente povoadas.
O cenário nas ruas de Kiev é de devastação, com equipas de resgate a trabalhar contra o tempo entre os escombros para tentar localizar sobreviventes. O balanço de vítimas continua a ser provisório e as autoridades temem que o número de mortos possa aumentar nas próximas horas, dado o elevado número de feridos graves hospitalizados.
O Presidente ucraniano já veio a público condenar veementemente o ataque, classificando-o como um ato de "terrorismo puro" contra a população civil e renovando o apelo urgente aos aliados internacionais para o reforço do fornecimento de sistemas de defesa antiaérea avançados. Por sua vez, a comunidade internacional reagiu com indignação, prometendo um endurecimento das sanções contra o regime de Moscovo face a esta nova escalada de violência.
Fonte - Lusa