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Dispositivo de combate aos incêndios ampliado quando área ardida é já o dobro face a 2025
Meios de proteção civil entram hoje na sua capacidade máxima com mais de 15 mil operacionais no terreno, perante um ano que já regista o pior cenário de destruição desde 2017.
Por Redação
Publicado em 01/07/2026 06:30
Nacional
@Lusa

Lisboa, 01 jul 2026 (Lusa) — O plano nacional de combate aos fogos florestais entra hoje na sua fase operacional mais crítica e com o contingente máximo ativado, num momento em que os dados oficiais revelam que tanto o número de ocorrências como a área consumida pelas chamas já duplicaram face ao mesmo período do ano passado. A transição para o nível de prontidão máxima, denominado nível Delta, irá prolongar-se até ao final de setembro para fazer frente àquele que a tutela já antecipou ser um verão bastante complexo.

Para os próximos três meses, o dispositivo contará com um contingente fixo e mobilizável que supera os 15 mil operacionais — integrando bombeiros, sapadores, militares da GNR e equipas da Proteção Civil — apoiados por mais de 3.400 viaturas. No plano aéreo, estão previstos 81 aparelhos, destacando-se a estreia operacional de dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea e o alargamento do uso de substâncias químicas retardantes a cinco centros aeronáuticos, com o intuito de travar com maior rapidez a progressão das chamas.

A preocupação das autoridades foca-se de forma muito evidente na região Norte, que concentra a esmagadora maioria dos mais de 14 mil hectares já ardidos este ano, e na zona de Leiria, fortemente fustigada pela queda massiva de árvores após a passagem de uma depressão meteorológica no início do ano. As estatísticas provisórias confirmam que o volume de floresta destruída nos primeiros meses de 2026 constitui o pior registo em solo nacional desde o trágico ano de 2017.

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