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Ministra da Saúde avisa para possível impacto da onda de calor na mortalidade
Ana Paula Martins classifica a próxima vaga de temperaturas extremas como "muito preocupante" e pede aos cidadãos que sigam à risca as diretrizes de prevenção.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 14:47
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@Lusa

Matosinhos, Porto, 29 de junho de 2026 (Lusa) — A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, manifestou hoje uma forte inquietação relativamente à forte vaga de calor que se prepara para atingir o território nacional nos próximos dias. A governante admitiu abertamente o risco de o pico de temperaturas extremas vir a refletir-se num aumento da taxa de mortalidade no país, traçando um paralelo com o cenário trágico vivido recentemente noutras geografias europeias.

"Quando existem ondas de calor com esta magnitude, naturalmente que o nosso indicador, o Ícaro — o sistema do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) que monitoriza a relação entre a subida térmica e o impacto potencial no número de óbitos — acusa a possibilidade de haver consequências na mortalidade", explicou a ministra, apontando o exemplo recente de França como um dos países mais severamente fustigados por este fenómeno meteorológico.

As declarações foram feitas aos jornalistas no concelho de Matosinhos, local onde a responsável pela pasta da Saúde marcou presença para assinalar o lançamento de um novo programa de apoio focado na dependência de videojogos, desenvolvido pelo Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD). Na ocasião, Ana Paula Martins reforçou que, embora a primeira vaga de calor do ano tenha sido ultrapassada sem registo de anomalias graves na saúde pública, o período que se avizinha exige atenção redobrada por ser "muito, muito preocupante".

Embora não tenha detalhado novas medidas operacionais de contingência hospitalar de imediato, a ministra da Saúde assegurou que o seu ministério se encontra em articulação direta e permanente com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para responder a qualquer agravamento da situação.

De forma a mitigar os riscos associados à desidratação e aos golpes de calor, sobretudo nos grupos mais vulneráveis da população, Ana Paula Martins deixou um apelo veemente à prevenção individual. A governante exortou os portugueses a escutarem os conselhos dos seus médicos e enfermeiros de família e a cumprirem rigorosamente as recomendações de proteção civil e de saúde que a Direção-Geral da Saúde (DGS) está a partilhar de forma contínua através dos canais de comunicação e redes sociais.

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