Lisboa, 28 de junho de 2026 (Lusa) — A cidade de Lisboa vai passar a contar com uma nova gare fluvial a partir do próximo ano, localizada na zona do Parque das Nações. A infraestrutura foi desenhada para funcionar em complementaridade com os restantes interfaces e cais da capital, revelou hoje Joana Baptista, vereadora com a tutela dos Projetos e Obras em Espaço Público da autarquia lisboeta.
As declarações da autarca independente (eleita nas listas do PSD) foram feitas à agência Lusa e à Rádio Renascença, durante o encerramento da 11.ª edição do festival Rock in Rio Lisboa, que hoje termina no Parque Tejo. "Vamos reabilitar a paragem do Parque das Nações que funcionou durante a Expo’98", explicou a responsável, detalhando que o objetivo é fazer com que as carreiras que habitualmente atracam no Cais do Sodré e no Terreiro do Paço estendam o seu percurso até à zona oriental da cidade já em 2027.
O anúncio surge na sequência de intenções já manifestadas no início deste ano pela administração da Transtejo Soflusa, cujos responsáveis técnicos se encontravam a avaliar a viabilidade de estabelecer ligações regulares de transporte público para aquela área residencial e empresarial.
Os planos de mobilidade para a zona ribeirinha não se esgotam no Parque das Nações. Segundo Joana Baptista, a autarquia está a projetar um ancoradouro temporário e específico para o Parque Tejo no ano de 2028, com o intuito de escoar os milhares de festivaleiros do Rock in Rio. A vereadora admitiu que, caso a experiência logística resulte bem, a estrutura provisória poderá ser convertida num terminal de caráter permanente.
Paralelamente às vias fluviais, a autarca aproveitou para atualizar o ponto de situação sobre a expansão da rede ferroviária de superfície, nomeadamente o projeto da linha 16E da Carris. O futuro elétrico rápido, que ligará o Cais do Sodré ao extremo oriental de Lisboa em cerca de 22 minutos — reduzindo para metade o tempo de viagem atual —, deverá estar concluído entre 2029 e 2030.
A empreitada do 16E, inserida no âmbito do projeto da Linha Intermodal Sustentável (LIOS), prevê um canal de circulação exclusivo ao longo de 12 quilómetros e cerca de 18 paragens, permitindo no futuro a união contínua de toda a frente ribeirinha da Grande Lisboa, desde o Parque Tejo até à zona de Algés.