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Matosinhos recebe etapa do circuito de qualificação de surf em setembro
O Norte Surf Fest estreia-se em Leça da Palmeira com o estatuto máximo de QS6000, oferecendo pontos cruciais para a armada portuguesa garantir o acesso à elite mundial em 2027.
Por Redação
Publicado em 28/06/2026 16:09
Desporto
Foto:Direitos Reservados

Matosinhos, 28 de junho de 2026 (Lusa) — A costa nortenha vai passar a figurar no mapa das grandes decisões do surf internacional. Através de um comunicado oficial emitido na última sexta-feira, a World Surf League (WSL) confirmou a atribuição de uma etapa do circuito de qualificação a Matosinhos, que se estreia no calendário com o estatuto máximo de QS6000.

O evento, batizado de Norte Surf Fest, vai decorrer nas águas da praia de Leça da Palmeira entre os dias 1 e 6 de setembro. O grande atrativo desta prova reside no seu formato inovador e misto: além de servir para as contas do circuito europeu, os pontos arrecadados vão reverter diretamente para o exigente ranking das Challenger Series. Esta alteração dá aos atletas da Europa uma soberba oportunidade de amealharem pontos na corrida pela subida ao circuito mundial de 2027.

Com a introdução deste modelo para a temporada 2026/27, a WSL fixou em apenas cinco o número de praias em todo o planeta com autorização para organizar eventos QS6000. A par de Leça da Palmeira, a lista inclui as Filipinas (Cloud 9), Taiwan (Jinzun Harbor), Brasil (Saquarema) e a região da Galiza, em Espanha (Pantín), que antecede a prova portuguesa no final de agosto. Quem vencer a etapa de Matosinhos arrecada 6.000 pontos, um valor de peso face aos 10.000 que valem as vitórias no circuito Challenger Series principal.

Esta novidade vem reforçar o protagonismo de Portugal na modalidade, num circuito onde a Ericeira se mantém firme como uma das cinco paragens obrigatórias do Challenger Series. A caminhada rumo à elite arranca já no próximo mês de julho na África do Sul, e conta com os portugueses Frederico Morais, Guilherme Ribeiro e Maria Salgado no lote de apurados.

O Norte Surf Fest poderá ainda funcionar como uma boia de salvação para Francisca Veselko e Yolanda Hopkins. Embora integrem atualmente a elite do World Tour feminino, as duas atletas lusas encontram-se em posições desfavoráveis no ranking global. A realização desta etapa em águas familiares surge, por isso, como o cenário ideal para recuperarem terreno e garantirem a manutenção entre as melhores do mundo para a época de 2027.

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