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Resultado positivo de 8,4 milhões de euros é “condição” para Benfica continuar a crescer
Na abertura da Assembleia Geral, Rui Costa defendeu que o lucro previsto no orçamento para 2026/27 é crucial para manter a competitividade das equipas e lutar por títulos.
Por Redação
Publicado em 27/06/2026 17:46
Economia
@Lusa

Lisboa, 27 de junho de 2026 (Lusa) — O presidente do Benfica, Rui Costa, classificou o lucro previsto de 8,4 milhões de euros como um fator "essencial" para que o clube consiga manter o investimento na vertente desportiva. A afirmação foi feita durante a abertura da segunda Assembleia Geral (AG) do dia, que decorreu no Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa, destinada à votação do Orçamento e Plano de Investimentos para a época 2026/27.

O líder das "águias" sublinhou que este saldo positivo não deve ser visto como um objetivo isolado, mas sim como a base necessária para aumentar a qualidade das equipas, desenvolver as modalidades e assegurar a estabilidade financeira a longo prazo. No seu discurso, que foi partilhado nos canais oficiais do clube, Rui Costa aproveitou ainda para destacar indicadores da vitalidade do emblema na última temporada, tais como a inscrição de 30 mil novos associados e os recordes de assistência no estádio, apelando ao voto favorável dos sócios no documento apresentado.

As contas do Benfica para o novo ciclo projetam receitas na ordem dos 70 milhões de euros e despesas fixadas em 61,6 milhões de euros, resultando no referido saldo de 8,4 milhões. Esta meta reflete uma trajetória de crescimento quando comparada com as previsões de execução da temporada transata (3,91 milhões de euros) e com o desempenho registado no período de 2024/25 (7,65 milhões de euros).

Este momento de votação reveste-se de grande importância política interna, especialmente após o histórico recente de contestação. Em junho de 2025, os associados chumbaram de forma expressiva (73,80% de votos contra) o orçamento proposto para a época seguinte, gerando uma crise que culminou nas eleições de outubro do ano passado, onde Rui Costa acabou por ser reeleito. Já em 2024, o líder benfiquista tinha falhado a maioria absoluta necessária para validar as contas de então.

Apesar de os estatutos do clube, revistos em março de 2025, preverem agora a destituição automática da Direção caso o relatório de gestão e contas seja reprovado por duas vezes consecutivas na AG, esta sanção não poderá ser aplicada no imediato. O regulamento salvaguarda que o mecanismo de queda do elenco diretivo só entra em vigor a partir do segundo ano de mandato de cada direção, blindando o atual mandato da equipa de Rui Costa nesta primeira avaliação após o sufrágio de outubro.

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