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Proibir pesados na VCI no Porto é opção mais rápida que portagens, diz Pedro Duarte
Restrição arranca a 15 de setembro e desvia o trânsito de mercadorias de longo curso para a CREP com isenção total de portagens.
Por Redação
Publicado em 26/06/2026 15:58
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@Lusa

Espinho, 26 de junho de 2026 (Lusa) — O presidente da Câmara Municipal do Porto e da Área Metropolitana do Porto (AMP), Pedro Duarte, esclareceu esta sexta-feira que a opção do Governo de avançar com a proibição de circulação de veículos pesados de mercadorias na Via de Cintura Interna (VCI), em vez de aplicar portagens, se deveu a critérios de eficácia e rapidez operacional.

À saída da reunião do Conselho Metropolitano, realizada em Espinho, o autarca explicou que a introdução de portagens exigiria lançar concursos públicos complexos para a instalação de pórticos e desmultiplicar-se em procedimentos administrativos que arrastariam o processo no tempo. Segundo Pedro Duarte, a interdição direta assegura um impacto substancialmente mais célere no terreno.

A medida, desenhada em articulação entre a autarquia e o Governo Central desde 2025, entrará em vigor a 15 de setembro e prevê restrições nos dias úteis, entre as 07:00 e as 21:00. O grande objetivo é aliviar os índices de congestionamento de uma das artérias rodoviárias com maior densidade de tráfego do país, canalizando os fluxos de longo curso para a Circular Regional Exterior do Porto (CREP), via que já dispõe de isenção de portagens para o setor logístico.

O presidente da autarquia portuense assegurou que as empresas que necessitem de aceder ao Porto para operações logísticas regulares de carga e descarga não serão prejudicadas. "Aqueles pesados que queiram aceder à cidade do Porto para fazerem a sua atividade normal, esses poderão fazê-lo", garantiu.

Para gerir os fluxos e validar os critérios de exceção, o Município desenvolveu uma plataforma tecnológica própria que emitirá autorizações rápidas e desburocráticas aos operadores, desde que a necessidade de circulação na VCI esteja devidamente justificada.

Satisfeito com o desfecho do processo e com a "resposta rápida e eficaz por parte do poder central", Pedro Duarte salientou que a resolução deste problema responde a uma "aspiração de décadas" da região, alcançada em poucos meses de mandato. A decisão surge na sequência da consolidação técnica e processual da medida, cujo primeiro passo estratégico tinha arrancado com a libertação de custos de portagem na CREP para transportes de mercadorias.

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