MENU
Cidadão português morto na sequência dos sismos na Venezuela
A vítima chegou a ser resgatada dos escombros com sinais vitais, mas sucumbiu aos ferimentos durante o transporte médico. Diplomacia acompanha ainda o desaparecimento de outros cinco compatriotas.
Por Redação
Publicado em 25/06/2026 17:48
International
@Lusa

Lisboa, 25 jun 2026 (Lusa) — O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) confirmou que a vaga de abalos sísmicos que atingiu a Venezuela na última quarta-feira fez, pelo menos, uma vítima mortal de nacionalidade portuguesa.

O cidadão português, do sexo masculino, foi localizado e retirado dos destroços pelas equipas de salvamento ainda com vida, mas acabou por não resistir à gravidade das lesões, falecendo durante o trajeto para a unidade hospitalar.

Em nota oficial, o ministério liderado pela diplomacia portuguesa endereçou as suas "profundas condolências aos familiares e amigos" da vítima, aproveitando também para manifestar o seu total apoio e "solidariedade para com o povo e as autoridades da Venezuela" neste momento de crise humanitária.

O Governo português continua a acompanhar de perto a situação no terreno, onde permanece ativa a busca por outros cinco cidadãos nacionais — incluindo quatro membros do mesmo agregado familiar — que constam na lista de desaparecidos reportada pelas autoridades consulares após a catástrofe.

O balanço provisório dos dois violentos sismos que assolaram o território venezuelano aponta para um cenário devastador, contabilizando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos. Os dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detalham que o primeiro sismo registou uma magnitude de 7,2 na escala de Richter (com epicentro a cerca de 200 quilómetros da capital, Caracas), seguido por um segundo abalo ainda mais forte, de 7,5, e por mais de duas dezenas de réplicas.

A província costeira de La Guaira, situada a norte da capital, foi uma das áreas mais castigadas pela força dos tremores de terra, registando o colapso e danos severos em dezenas de imóveis e infraestruturas, o que levou o Executivo venezuelano a decretar de imediato o estado de emergência na região.

Comentários