Washington, 25 jun 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu oficialmente as festividades do 250.º aniversário da fundação da nação com um evento marcado por um forte pendor político, acompanhado por desfiles musicais militares e voos de bombardeiros no Passeio Nacional de Washington.
Diante de uma plateia de apoiantes, Trump proclamou o arranque de uma nova "idade dourada" para o país, asseverando que a pátria se encontra mais robusta e respeitada a nível internacional. Embora tenha mantido as habituais referências ao controlo migratório na fronteira sul e oposição às políticas de identidade de género, o líder da Casa Branca optou por um tom ligeiramente mais contido em relação aos adversários democratas. O chefe de Estado classificou o atual momento como o renascimento do "sonho norte-americano", estabelecendo um contraste com o mandato anterior à sua eleição, e realizou uma das alocuções mais céleres do seu percurso político, com uma duração inferior a trinta minutos.
A iniciativa serviu de arranque para "A Grande Feira Popular Norte-Americana", um certame que visa assinalar a independência de 1776, mas que ficou marcado pela desistência de diversos artistas que quiseram evitar a partidarização das comemorações. No palco, o secretário dos Transportes, Sean Duffy, teceu rasgados elogios ao atual Presidente, elevando-o ao estatuto de figura mais relevante desde George Washington. No plano externo, Donald Trump congratulou-se pela detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida no início do ano, optando por não tecer comentários sobre a vaga de sismos que abalou a Venezuela poucas horas antes.
O evento decorre num período de grande sensibilidade política, antecedendo as eleições intercalares marcadas para novembro. O executivo tenta capitalizar politicamente o aparente desfecho das tensões militares com o Irão, a reabertura do fluxo marítimo no estreito de Ormuz e a consequente redução do preço dos combustíveis. Todavia, a administração defronta-se com um índice de popularidade fixado nos 37%, de acordo com os dados mais recentes de uma sondagem efetuada pela AP-NORC.
Do lado do Partido Democrata, multiplicam-se as críticas aos montantes financeiros investidos na reestruturação urbana de monumentos na capital, acusando o Presidente de priorizar a promoção pessoal em detrimento do interesse público. O contexto macroeconómico permanece desafiante, com o custo de vida a superar a progressão dos rendimentos das famílias e as taxas de juro a manterem-se elevadas, gerando incertezas no mercado laboral face ao avanço tecnológico da inteligência artificial.