Miami Gardens, Estados Unidos, 25 jun 2026 (Lusa) — A seleção do Brasil carimbou o passaporte para os 16 avos de final do Mundial de 2026 com uma vitória categórica por 3-0 sobre a Escócia. O embate, disputado na passada quarta-feira, ficou marcado pela exibição inspirada de Vinicius Júnior e pelo muito aguardado regresso de Neymar à equipa nacional.
Quase três anos após a sua última internacionalização, o experiente avançado do Santos, de 34 anos, saltou do banco aos 76 minutos de jogo. Nessa altura, a estratégia montada por Carlo Ancelotti já tinha surtido pleno efeito, graças a um "bis" de Vinicius Júnior (07 e 45+3 minutos) e a um remate certeiro de Matheus Cunha (60).
Com este resultado, e beneficiando de uma melhor diferença de golos face a Marrocos — que venceu o Haiti por 4-2 —, o Brasil assegurou o primeiro lugar do Grupo C. O próximo compromisso da equipa sul-americana está agendado para o dia 29 de junho, em Houston, onde defrontará o segundo classificado do Grupo F (lugar disputado por Países Baixos, Japão ou Suécia). Em sentido inverso, a Escócia terminou com três pontos e dificilmente evitará a eliminação na fase de grupos.
O marcador funcionou cedo no Estádio Hard Rock, na sequência de um erro na saída de bola escocesa aproveitado por Rayan, que serviu Vinicius Júnior para o golo inaugural. Confortável na liderança do marcador, a "canarinha" ampliou a vantagem mesmo em cima do intervalo, com Vinicius a faturar novamente, desta vez de cabeça, após um cruzamento bem medido por Bruno Guimarães.
No segundo tempo, a Escócia tentou reagir por intermédio de Scott McTominay, mas o médio esbarrou na atenção do guardião Alisson Becker. A eficácia brasileira voltou a ditar leis aos 60 minutos, num lance em que Bruno Guimarães, de forma muito altruísta, assistiu Matheus Cunha para o 3-0 final.
O momento mais aplaudido da noite pelos mais de 64 mil espetadores decorreu à passagem do minuto 76, quando Neymar Jr. pisou o relvado 981 dias depois da sua última aparição, igualando ainda o registo histórico de 14 partidas de Pelé em Campeonatos do Mundo. Até ao apito final, os sul-americanos geriram a posse de bola e estiveram perto do quarto golo, fechando a fase inicial do torneio com exibições convincentes.