Lisboa, 24 jun 2026 (Lusa) — O Partido Social Democrata (PSD) veio a público contradizer as recentes declarações do PS, assegurando que o trabalho comunitário vai mesmo manter-se como um requisito obrigatório no novo modelo de apoios. O líder da bancada parlamentar social-democrata, Hugo Soares, foi taxativo ao afirmar esta quarta-feira que a "atividade social solidária não cai" com o novo entendimento.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, Hugo Soares começou por saudar o acordo alcançado com o maior partido da oposição para viabilizar a Prestação Social Única (PSU), classificando o desfecho político como "uma grande vitória para o país". No entanto, o deputado fez questão de traçar uma linha vermelha em relação às contrapartidas exigidas aos beneficiários.
A reação do líder parlamentar surge poucas horas depois de o PS ter anunciado que o trabalho social passaria a ser opcional na nova prestação. Hugo Soares desmentiu essa leitura e detalhou as regras acordadas: todos os cidadãos que recebam o apoio e que se encontrem em condições físicas e psicológicas de trabalhar terão de cumprir uma carga horária obrigatória de três horas diárias, totalizando 15 horas por semana.
De acordo com o líder da bancada do PSD, esta componente comunitária estará devidamente estruturada através de um "plano de inserção individual" desenhado para cada beneficiário. O objetivo, reforçou o social-democrata, é garantir que o sistema mantém uma lógica de contrapartidas, assegurando que a obrigatoriedade da atividade solidária não deixa de ser aplicada na prática.