Lisboa, 24 jun 2026 (Lusa) — O líder do Chega, André Ventura, declarou hoje que o Executivo considerou intoleráveis as condições impostas pelo seu partido para viabilizar a Prestação Social Única (PSU). Segundo o dirigente, perante este impasse, o Governo optou por tentar obrigar o Partido Socialista a recuar nas suas posições.
“Penso, mas é uma intuição, que a determinado momento o Governo compreendeu que estas exigências do Chega não são aceitáveis, por motivos que são do Governo, e que prefere fazer o PS voltar atrás na sua palavra”, partilhou André Ventura com os órgãos de comunicação social.
Estas declarações foram feitas nos corredores da Assembleia da República, momentos antes de arrancar a votação na especialidade da proposta de lei que visa implementar a PSU e definir os critérios necessários para a atribuição deste apoio social.
Questionado sobre as consequências políticas e a posição em que fica o principal partido da oposição nesta matéria, André Ventura desresponsabilizou-se do desfecho do processo legislativo: “Não sei como é que o PS vai descalçar isso, mas também não é um problema meu”, rematou.