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INE apresenta hoje saldo orçamental do 1.º trimestre de 2026
Novos dados vão revelar o estado das contas públicas até março, após Portugal ter registado um excedente de 0,7% no ano transato. Indicadores económicos vão incluir também a evolução da poupança das famílias.
Por Redação
Publicado em 24/06/2026 10:59
Economia
@Lusa

Lisboa, 24 jun 2026 (Lusa) — O Instituto Nacional de Estatística (INE) publica esta quarta-feira os resultados do saldo orçamental relativos aos primeiros três meses do ano, calculados na ótica das contas nacionais. A divulgação ocorre num contexto de transição, depois de o desempenho orçamental de 2025 ter encerrado com um saldo positivo equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB).

O relatório das contas trimestrais por setor institucional vai permitir perceber a trajetória financeira do Estado no arranque de 2026. Estes dados ganham relevância acrescida numa altura em que o Executivo atualizou as suas metas macroeconómicas, apontando agora para uma situação de equilíbrio (saldo nulo) no fecho do ano.

Até ao momento, os indicadores da contabilidade pública sinalizavam que a administração estatal tinha acumulado um excedente de 209 milhões de euros até março. Contudo, esse valor representa um recuo substancial de quase 1.400 milhões de euros face ao período homólogo, penalizado essencialmente pelo desempenho financeiro dos subsetores central e regional.

Importa notar que o balanço final apresentado pelo INE segue as regras europeias (contabilidade nacional), baseando-se numa lógica de compromisso de despesa e receita, o que o afasta dos critérios puramente de caixa aplicados pela Direção-Geral do Orçamento.

Em declarações à Lusa, o economista João Borges de Assunção, coordenador do NECEP da Católica Lisbon, alertou que os números do INE oferecem uma leitura mais sólida da economia, mas exigem cuidados na comparação direta com os dados mensais da execução orçamental.

O especialista apontou ainda que os impactos financeiros e os custos associados ao recente mau tempo não deverão ter expressão visível nestas contas do primeiro trimestre. Assim, o resultado oficial deverá espelhar sobretudo a tendência de consolidação que tem marcado as finanças em Portugal, expurgada dos habituais acertos contabilísticos que se verificam na passagem de ano.

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