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Trabalhadores da EMEL – Estacionamento de Lisboa arrancam com greve parcial de quatro dias
Paralisação de duas horas por turno exige aumentos salariais dignos e promete forte impacto na fiscalização e nos parques da capital.
Por Redação
Publicado em 22/06/2026 08:07
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@Lusa

Lisboa, 22 jun 2026 (Lusa) – Os funcionários da EMEL (Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa) começam hoje um período de greve parcial que se vai estender até à próxima quinta-feira. A contestação surge como forma de protesto para exigir uma revisão salarial justa e culminará com um novo plenário agendado para sexta-feira, em frente aos Paços do Concelho.

A paralisação terá a duração de duas horas diárias por cada turno de trabalho. Os funcionários do primeiro turno cruzam os braços entre as 10h00 e as 12h00, seguindo-se o período das 15h30 às 17h30, estando previstas ações de piquete de greve junto à sede da empresa, no Lumiar. Relativamente ao turno da noite, a interrupção acontece das 18h00 às 20h00, enquanto as equipas da madrugada param entre as 06h00 e as 08h00.

Segundo Orlando Gonçalves, dirigente do CESP (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal), antecipa-se uma adesão expressiva com "grande impacto" no funcionamento da cidade, afetando principalmente a fiscalização nas ruas e a gestão dos parques de estacionamento. O impacto será acentuado pelo facto de as pausas ocorrerem a meio dos turnos, obrigando os trabalhadores a deslocarem-se aos postos de controlo para picar o ponto.

A decisão de avançar para a greve foi tomada a 1 de junho, num plenário que reuniu cerca de uma centena de funcionários junto à Câmara Municipal de Lisboa (CML), acionista única da EMEL. O sindicato lamenta a rutura no diálogo após a administração ter proposto um aumento salarial de apenas 25 euros para este ano — um valor considerado "inaceitável" face à realidade financeira da empresa municipal. Os trabalhadores exigem uma contraproposta séria que se aproxime dos 150 euros de aumento, além do cumprimento de promessas antigas, como a aplicação de diuturnidades para premiar a antiguidade.

O CESP contesta também as prioridades da administração liderada por Carlos Silva. O sindicato critica o facto de a EMEL justificar a falta de verbas com a conjuntura económica e o preço dos combustíveis, ao mesmo tempo que injeta quase meio milhão de euros no patrocínio de eventos desportivos, gerindo um orçamento que ultrapassa os 60 milhões de euros. Atualmente, o vencimento de entrada na empresa ronda os 1.000 euros, um valor que os representantes sindicais consideram manifestamente insuficiente face ao elevado custo de vida na cidade de Lisboa.

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