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Chega disponível para “diálogo concreto” atira acusação de “falta de coragem” a Montenegro
Rita Matias expõe "encenação" de Montenegro e dispara: "Se houve falta de coragem, foi por parte do Primeiro-Ministro!"
Por Redação
Publicado em 21/06/2026 14:58 • Atualizado 21/06/2026 15:01
Nacional
@Lusa

Redação, 21 jun 2026 (Lusa) – A tensão política entre o Chega e o PSD subiu de tom este domingo. À saída do 43.º Congresso Nacional do PSD, em Anadia, a deputada e dirigente do Chega, Rita Matias, garantiu que o seu partido mantém a porta aberta para entendimentos bilaterais de "diálogo concreto", mas não hesitou em responder à letra ao primeiro-ministro, devolvendo-lhe a acusação de "falta de coragem".

Em declarações aos jornalistas no Velódromo de Sangalhos, a parlamentar criticou duramente a intervenção final do líder social-democrata, classificando o discurso de Luís Montenegro como "pouco animado" e órfão de verdadeiras "propostas estruturais" para o desenvolvimento do país.

Confrontada com o clima de desconfiança gerado após o chumbo da reforma laboral do Governo na passada sexta-feira, Rita Matias desvalorizou a crise e recordou que os dois partidos já alcançaram consensos importantes no passado, nomeadamente na revisão da lei da nacionalidade e nas regras de imigração. Contudo, deixou um aviso claro à governação da AD: o Chega exige negociações sérias e recusa fazer parte de qualquer "encenação" política.

A dirigente partidária defendeu ainda que o país real apoia o chumbo do pacote do Código do Trabalho, uma vez que o Governo rejeitou a exigência do Chega de baixar a idade da reforma. "Se houve falta de coragem, foi por parte de Luís Montenegro", disparou a deputada, lamentando a ausência de vontade política do Executivo e desafiando o PSD a negociar com "entusiasmo" se quiser construir caminhos conjuntos no futuro.

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