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Trump disposto para restabelecer sanções ao petróleo russo
Decisão surge após o alívio nos preços do crude motivado pelo acordo de paz com o Irão. Em França, à margem do G7, o Presidente norte-americano reuniu-se com Zelensky e apelou ao fim da guerra na Ucrânia.
Por Redação
Publicado em 16/06/2026 19:48
International
@Lusa

Evian, França, 16 jun 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou hoje a sua total disponibilidade para reativar os bloqueios económicos às vendas de crude por parte da Rússia. A medida é justificada pelo recente entendimento pacífico provisório alcançado com o Irão, que deverá ditar uma descida generalizada nos preços do petróleo nos mercados internacionais.

A garantia foi dada em Evian, França, no âmbito da cimeira do G7, logo após um encontro bilateral com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. Donald Trump avançou que o regresso das restrições poderá avançar "em breve", escusando-se, contudo, a detalhar datas ou prazos específicos.

O inquilino da Casa Branca justificou a decisão com o facto de o abastecimento global estar agora assegurado pelo restabelecimento do tráfego de mercadorias no estreito de Ormuz e pelo fim do bloqueio naval norte-americano aos portos do Irão. Estas medidas resultam do pacto provisório estabelecido na véspera, desenhado para pôr termo ao conflito no Médio Oriente despoletado no final de fevereiro, que tinha feito disparar os custos dos combustíveis à escala global. De forma a travar essa inflação energética, Washington tinha optado por suspender temporariamente os castigos aplicados ao petróleo de Moscovo.

Para além da questão energética, Donald Trump focou grande parte das suas atenções no conflito que opõe a Rússia e a Ucrânia. Apesar de a diplomacia norte-americana tentar aproximar Kiev e Moscovo desde o início de 2025, o Presidente dos EUA assumiu que os esforços estiveram temporariamente desviados para a crise iraniana, prometendo agora um envolvimento renovado.

"A Rússia deveria chegar a um acordo. A Rússia perdeu um número fenomenal de pessoas, assim como a Ucrânia", defendeu o líder norte-americano, desmistificando qualquer interesse financeiro por parte de Washington e focando o problema no drama humanitário. Trump lamentou a perda mensal de milhares de jovens soldados na frente de combate e classificou a continuidade das hostilidades como algo "ridículo", assegurando que fará os possíveis para mediar um entendimento.

A sessão matinal da cimeira das sete economias mais desenvolvidas do planeta foi inteiramente dedicada à situação ucraniana, contando com a participação direta de Zelensky. Os líderes presentes demonstraram uma total sintonia na intenção de asfixiar ainda mais a economia russa através de novas penalizações.

Nesse sentido, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou o envio de urânio enriquecido para abastecer as centrais nucleares ucranianas, a par de um novo pacote de sanções a Moscovo. No mesmo sentido, o Governo do Canadá avançou com restrições focadas na frota clandestina de petroleiros russos, no setor da defesa e nas redes de desinformação do Kremlin.

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