Lisboa, 16 jun 2026 (Lusa) — Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e da Arábia Saudita manifestaram hoje, em Lisboa, o seu forte apoio ao recente pacto estabelecido entre o Irão e os Estados Unidos para travar as hostilidades no Médio Oriente. No mesmo encontro, ambos os governantes sublinharam a importância crucial de garantir a livre navegação no estratégico estreito de Ormuz, isenta de qualquer tipo de taxas.
"Analisámos os cenários regionais e internacionais e reforçámos a urgência de travar qualquer nova escalada de violência", declarou Faisal Bin Farham Al Saud, o chefe da diplomacia saudita, numa comunicação dirigida aos jornalistas no Palácio das Necessidades, após reunir-se com o seu homólogo português, Paulo Rangel.
Do lado português, o ministro Paulo Rangel enfatizou que a prioridade imediata passa pela formalização do documento. "É fundamental, em primeiro lugar, que este acordo seja assinado na sexta-feira e que, essencialmente, se olhe também para a questão libanesa", apontou o governante, advertindo que o futuro do Líbano será sempre uma peça-chave para a eficácia e sustentabilidade das negociações de paz, independentemente de estar ou não explicitamente incluído no texto do tratado.
O ministro português aproveitou ainda para lembrar que estão agendadas conversações diretas entre os executivos de Beirute e de Telavive para a próxima segunda-feira, nos Estados Unidos.
Face a este calendário diplomático, Paulo Rangel lançou um veemente apelo à moderação dirigida a ambas as partes em conflito. O governante pediu "contenção" tanto ao Estado de Israel como ao grupo xiita Hezbollah — que tem registado uma atividade militar intensa —, sublinhando que as ações de ambos têm um impacto direto e profundo num objetivo de dimensão global: a consolidação de um cessar-fogo permanente e duradouro na região.